A conformidade na cadeia de frio não se resume apenas a procedimentos e manuais de qualidade. Ela é conquistada (ou perdida) a cada abertura de porta, no cais, a cada paragem de entrega. Entre a norma e a realidade no terreno, são os gestos das equipas que fazem a diferença.
A Petit Forestier acompanha os seus clientes nestes dois aspetos: formar os bons reflexos, equipar os motoristas e os operadores e acompanhar as práticas ao longo do tempo.
Porquê apostar nos reflexos (tanto quanto nas normas)?
As normas regulam o transporte refrigerado: definem as temperaturas-alvo, os materiais homologados, as obrigações de rastreabilidade e os controlos a realizar. Estabelecem um rumo indispensável, mas não são suficientes para garantir, por si só, o que realmente acontece na doca ou na rota.
No terreno, os riscos de quebra da cadeia de frio surgem frequentemente de situações muito concretas: um carregamento demasiado longo ou mal preparado, portas que permanecem abertas por hábito, um grupo frigorífico mal utilizado, uma rastreabilidade incompleta no momento de um controlo ou de um litígio. É precisamente por esta razão que é essencial trabalhar os reflexos das equipas, bem como a conformidade documental. São esses reflexos que garantem o pré-arrefecimento do veículo, a boa utilização do grupo, o respeito pelo fluxo de ar na caixa e a leitura das temperaturas durante a rota.
Para além da disponibilização de veículos frigoríficos adaptados a cada atividade, o acompanhamento da Petit Forestier baseia-se na prevenção e na formação dos motoristas e das equipas de cais, bem como em ferramentas de acompanhamento como a telemática, os registadores e os relatórios. O objetivo é tornar as boas práticas visíveis, mensuráveis e controláveis ao longo do tempo.
Os 7 reflexos a incutir para manter a cadeia de frio
1. Pré-refrigerar sistematicamente
Antes de qualquer carga, a caixa deve ser colocada à temperatura adequada. O grupo frigorífico deve ser ligado com antecedência suficiente para que a temperatura do ar de retorno esteja estabilizada no momento da abertura das portas. Uma boa prática consiste em pré-arrefecer à temperatura alvo da mercadoria para produtos frescos e a -10 °C para produtos congelados: isto permite garantir a segurança da carga sem consumo excessivo. Uma rápida verificação do visor antes da chegada da primeira caixa permite verificar se os produtos não entram numa caixa ainda quente.
2. Carregar rapidamente… grupo desligado
Durante o carregamento, o tempo e a humidade são os principais inimigos da cadeia de frio. As equipas devem estar organizadas para reduzir ao máximo o tempo de abertura das portas: mercadorias prontas, paletes ou rolos separados, instruções claras. A mercadoria deve ser armazenada e carregada à temperatura de transporte, a fim de evitar qualquer choque térmico. Quando as portas permanecem abertas por muito tempo, é preferível desligar o grupo para evitar a aspiração de ar quente e húmido, fonte de gelo e consumo excessivo. Sempre que possível, o carregamento deve ser feito a partir de uma plataforma ou câmara refrigerada, o que limita o choque térmico.
3. Organizar o fluxo de ar
Uma boa carga é aquela que respeita o circuito de ar do veículo. A regra «último a ser entregue = primeiro a ser carregado» deve orientar a organização da caixa: as primeiras entregas mais próximas das portas, as últimas no fundo, para evitar ter de mover tudo a cada paragem. As equipas devem ter o cuidado de deixar um espaço entre as mercadorias, as paredes e o teto, e nunca encostar paletes ou rolos ao evaporador. Idealmente, para facilitar a circulação do ar, a mercadoria deve ser paletizada. As grelhas de aspiração e de ventilação devem permanecer desobstruídas para que o ar circule livremente.
4. Controlo do manuseamento
Ao chegar ao veículo, o motorista começa por verificar a temperatura definida e certifica-se de que ela corresponde aos produtos transportados. Em seguida, ele verifica o registrador: aparelho ligado, data e hora corretamente ajustadas, sondas bem posicionadas. Observar a placa ATP permite-lhe confirmar a validade da homologação. Por fim, ele inspeciona o estado geral da caixa: limpeza, ausência de impactos significativos, vedações das portas em bom estado, ausência de folgas no fecho.
Em caso de carga longa, o motorista deve iniciar um descongelamento manual do grupo para limitar a presença de gelo no evaporador.
5. Gerir cada paragem
O motorista deve aprender a preparar a sua paragem antes de abrir as portas: documentos prontos, local de descarga identificado, interlocutor do cliente avisado, se necessário. A ordem da rota deve ser otimizada para limitar o número de aberturas e evitar idas e vindas desnecessárias. Uma vez no local, as portas só se abrem no momento de recolher a mercadoria e fecham-se assim que a descarga estiver concluída, mesmo que a troca com o cliente continue depois.
6. Monitorizar e rastrear
O motorista deve adquirir o hábito de ler o visor em momentos-chave: na partida, durante a rota e no regresso. As curvas de temperatura, provenientes de um registador ou de uma solução telemática, devem ser recuperadas e arquivadas de acordo com um procedimento claro, com alertas de limiares corretamente configurados. Os dados de ferramentas como o Smart Connect permitem então monitorizar as temperaturas, os tempos de abertura das portas e as instruções realmente aplicadas. Em caso de aberturas longas ou sucessivas, recomenda-se iniciar um descongelamento manual do grupo frigorífico, especialmente no verão ou em períodos de calor intenso.
7. Reagir ao desvio
Quando é detetado um desvio de temperatura, a reação é tão importante quanto a prevenção. O motorista isola o lote em questão, regista a hora, a temperatura e o contexto e, em seguida, avisa o responsável pela qualidade ou a pessoa designada, que decide o que fazer de acordo com o procedimento interno. Tenha cuidado para não confundir a temperatura exibida pelo grupo frigorífico – que corresponde à temperatura do ar em circulação – com a temperatura no centro do produto. Esta confusão é frequente e pode distorcer a análise. Cada desvio deve então ser analisado para ajustar, se necessário, a organização, as instruções ou a formação.
Adote os gestos certos com a Petit Forestier
A cadeia de frio depende dos detalhes: uma caixa bem pré-arrefecida, uma carga organizada, paragens controladas, uma reação clara em caso de desvio. Ao divulgar estes 7 reflexos às suas equipas no terreno, reduz os riscos de rutura, litígios e custos ocultos relacionados com a utilização incorreta do veículo frigorífico.
A Petit Forestier pode ajudá-lo a passar do lembrar das instruções à ação: diagnóstico das suas práticas, plano de Prevenção e Formação personalizado e ferramentas de monitorização de temperaturas e utilizações. Equipamentos complementares também podem reforçar a eficácia operacional: cortinas de tiras ou cortinas de ar para limitar as perdas de frio na abertura, ou ainda a opção RUN/LOCK para entregar com o motor ligado em total segurança, particularmente recomendada para entregas porta a porta de produtos congelados.