O crescimento das entregas expresso de compras ao domicílio transformou os hábitos de consumo nas zonas urbanas. Encomendar online e receber os produtos em menos de trinta minutos tornou-se um padrão para muitos citadinos.
No entanto, se a logística de produtos secos ou frescos exige uma organização rigorosa, a entrega de produtos congelados representa o desafio supremo da última milha. Com efeito, manter uma temperatura negativa rigorosa de -18°C desde o micro armazém até à porta de casa não deixa margem para improvisações.
O que é o «quick commerce» e quais são os seus desafios?
O «quick commerce», ou comércio rápido, assenta na promessa de uma entrega ultra rápida, frequentemente efetuada num tempo recorde de 15 a 30 minutos. Para concretizar este feito, os operadores recorrem às «dark stores», micro armazéns fixos otimizados para o processamento imediato de encomendas online, situados no coração dos centros das cidades.
Neste modelo de fluxo contínuo, a rapidez de execução é crucial. Assim que uma encomenda é validada numa aplicação móvel, os preparadores reúnem o envio em poucos minutos antes de o entregarem a um estafeta de bicicleta de carga ou de scooter elétrica. O principal desafio reside na gestão da cadeia de frio negativa.
Ao contrário da logística tradicional, o transporte é aqui efetuado sem um sistema de refrigeração ativo durante o percurso, o que expõe as mercadorias sensíveis, como gelados ou produtos ultracongelados, a um risco imediato de descongelação.
Armazenamento na loja virtual: como preparar a entrega de produtos ultracongelados?
O sucesso de uma entrega expresso começa muito antes de o entregador ir para a estrada. O primeiro ponto crítico situa-se no momento do armazenamento e da seleção dos produtos no «dark store». Para garantir o cumprimento das normas sanitárias, os alimentos ultracongelados (legumes, pizzas, carnes ou peixes) devem ser conservados permanentemente em armários frigoríficos de alto rendimento.
Posteriormente, durante a preparação da encomenda, cada segundo conta. Com efeito, a exposição dos produtos congelados à temperatura ambiente do centro de distribuição deve ser reduzida ao estritamente necessário, para evitar qualquer início de quebra da cadeia de frio. Os operadores devem, assim, organizar as suas instalações de forma a que os contentores de produtos congelados sejam colocados no final do percurso de recolha, imediatamente antes da embalagem no saco de entrega.
O desafio do «último quilómetro» expresso: manter os -18°C em movimento
Uma vez preparada a encomenda, o transporte urbano constitui a etapa mais arriscada. Para manter os produtos congelados a -18°C sem recorrer a veículos pesados, os profissionais do setor utilizam caixas isotérmicas, dotadas de isolamento reforçado.
Além disso, a multiplicação das aberturas de portas ou tampas durante as entregas sucessivas provoca variações térmicas repetidas. Os entregadores devem, por isso, aplicar protocolos rigorosos, como manter a caixa fechada até ao momento exato da entrega do saco ao cliente.
Garantir a rastreabilidade do frio extremo: o contributo da tecnologia
Face às exigências regulamentares e às expectativas dos consumidores quanto à qualidade dos seus alimentos, as plataformas logísticas têm de apresentar provas concretas do controlo das temperaturas.
É aqui que entram em jogo as soluções telemáticas modernas. Graças à instalação de sondas de temperatura conectadas e certificadas no interior das caixas ou dos compartimentos de transporte, os operadores podem acompanhar a evolução da temperatura em tempo real.
Em caso de avaria ou de aumento anormal da temperatura, é imediatamente enviado um alerta para uma plataforma de gestão. Esta rastreabilidade digital completa garante a segurança do processo de encomenda online e assegura total transparência, desde o armazém até ao consumidor final.
O que é importante reter
- O desafio térmico: manter -18°C no transporte passivo (bicicleta, scooter) em percursos de 15 a 30 minutos.
- A organização do centro de distribuição: armazenamento em câmaras frigoríficas de alto rendimento e recolha dos produtos ultracongelados no último momento.
- A solução material: utilização combinada de caixas com isolamento reforçado e acumuladores de frio adequados.
- O controlo digital: rastreabilidade contínua e alertas em tempo real através de sondas de temperatura conectadas.
Gere um serviço de entregas urbanas e pretende otimizar a gestão da sua cadeia de frio? Descubra as nossas soluções de equipamento de refrigeração e as nossas ferramentas conectadas, adaptadas às exigências do «quick commerce».